quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

SOBRE A POLÊMICA DA APROPRIAÇÃO CULTURAL - Atividades para o ensino médio

Texto 1 

Jovem branca com câncer gera polêmica ao usar turbante
A paranaense Thauane Cordeiro, diagnosticada com leucemia, foi repreendida por usar turbante nas ruas de Curitiba
DA REDAÇÃO   11/02/2017 15:40 , ATUALIZADO EM 11/02/2017 15:48

A paranaense Thauane Cordeiro, diagnosticada com leucemia mieloide aguda, gerou polêmica em Curitiba ao usar turbante. O item é um símbolo de identidade e luta do movimento negro. Careca e branca, a jovem andava pelas ruas de Curitiba quando foi abordada por uma mulher negra numa estação de transporte. Ela contou o episódio no Facebook e o post viralizou.

Com mais de 60 mil curtidas e 20 mil compartilhamentos, a postagem narra a conversa que Thauane teve com a mulher que a repreendeu. “Comecei a reparar que tinha bastante mulheres negras, lindas aliás, que tavam me olhando torto, tipo ‘olha lá a branquinha se apropriando dá (sic) nossa cultura’, enfim, veio uma falar comigo e dizer que eu não deveria usar turbante porque eu era branca”, ela escreveu.

Na conversa, Thauane tirou o turbante e mostrou que era careca. “Isso se chama câncer”, contou. “Saí e ela ficou com cara de tacho”. A jovem curitibana usou a hashtag “VaiTerTodosDeTurbanteSim para encerrar o desabafo.

O episódio reacendeu o debate sobre apropriação cultural. Mais do que um mero adereço, o turbante tem um forte significado de empoderamento para as mulheres negras. As africanas usavam turbante para proteger a cabeça do sol. No Brasil, as escravas colocavam o item nos cabelos.

1) A que gênero textual pertence o texto lido? Justifique, apresentando as características do texto.

2) Que termo foi empregado no primeiro parágrafo do texto, para evitar a repetição da palavra "turbante"? 

3) Que outra palavra foi usada no texto, para referir-se ao turbante?

4) Há, no texto, um sinônimo de criticar, advertir. Transcreva-o.

5) Na postagem da jovem, ela empregou a linguagem formal ou informal. Justifique apresentado exemplos.

6) Que expressão foi usada no texto para dizer que o fato se espalhou rapidamente?

7) Qual a relevância do uso dos adjetivos "careca e branca", usados no primeiro parágrafo do texto, para o tema em questão?

8) O que você entende por "apropriação cultural"? Na sua opinião, a mulher que criticou a moça estava com razão? Argumente em um parágrafo.

9) Explique a expressão: "cara de tacho".

Texto 2 
Por que o conceito de "apropriação cultural" não passa de racismo e ignorância
Vanessa Rodrigues

Um relato que tomou conta das redes sociais nessa última semana reacendeu o debate sobre mais uma invenção dos justiceiros sociais: a “apropriação cultural”. O termo refere-se à ideia de que brancos ocidentais roubam elementos culturais de “minorias étnicas”, usando-as de forma indiscriminada e sem respeitar a “cultura alheia”. 

O relato em questão foi escrito por uma moça que, por ter raspado os cabelos em razão de um câncer, optou por usar turbantes na cabeça. A moça foi questionada por duas mulheres negras no metrô, visto que era branca e que, na cabeça dessas pessoas, não possuía o direito de usar o turbante, que deve ser de uso exclusivo de negros. A moça conta que explicou que utilizava em razão de sua doença. 

Apesar de ter indignado muitas pessoas em relação à estupidez de quem acredita na ideia de que culturas de minorias são “roubadas” por brancos ocidentais, o relato também ajudou a tirar a máscara de justiceiros sociais que escondem um racismo velado. Mesmo com o fato de que o turbante estava sendo usado por causa de uma doença, ainda houve quem argumentasse que “câncer não é desculpa para se apropriar da cultura negra”, entre outras idiotices, como é possível ver nos prints abaixo: 


Esse tipo de postura da militância de esquerda/negra não mascara apenas o racismo, mas também a enorme ignorância de quem defende esse tipo de coisa. Os turbantes foram criados muito provavelmente pelos mesopotâmicos e foram utilizados por diversos povos diferentes pelos séculos. Persas, árabes, judeus, hindus, indianos, gregos, povos das Américas, todos usaram turbantes de várias maneiras e bem antes da era cristã. O turbante, inclusive, já foi símbolo de status social e poder econômico e político em alguns povos, inclusive africanos. Aliás, esse também é o caso das tranças e dreadlocks. 

Turbantes também já foram utilizados por pintores e artistas para proteger os cabelos das tintas e pó de mármore, fizeram parte da indumentária de homens e mulheres europeus durante o período medieval, foram utilizados por Maria Antonieta como peça de moda, e, finalmente, renasceram quando Paris já era considerada a capital mundial da moda no século XX com o estilista frânces Paul Poiret na década de 20. Turbantes também foram muito utilizados pelas mulheres europeias durante a II Guerra Mundial para esconder os cabelos mal cuidados devido às condições de vida precárias da época. 

No Brasil, ao contrário do que se possa pensar, o turbante chegou com os primeiros europeus que vieram desbravar o território, não com os negros africanos. Há relatos de que viraram moda no país com a chegada da família real, em 1808, visto que a rainha Carlota Joaquina e outras damas da corte desembarcaram usando turbantes para disfarçar a peste de piolhos que acometeu os tripulantes durante a viagem. 

Se levarmos ao pé da letra a ladainha de “apropriação” cultural, então coisas como calça jeans, aviões, eletricidade, penicilina, pasteurização, antibióticos e ressonância magnética não devem ser utilizados por qualquer um que não seja homem, ocidental e branco, já que são fruto do trabalho árduo de homens brancos. O mesmo vale para o famoso iPhone, acessório desenvolvido por Steve Jobs, um americano branco, o smartphone favorito dos justiceiros sociais para escrever textões no Facebook sobre opressão. 

Se alguém está fazendo algum tipo de “apropriação cultural” são os próprios militantes do movimento negro ao tentar transformar uma peça utilizada por diversos povos ao longo dos séculos em algo exclusivo de um grupo étnico “oprimido” e símbolo de luta.

1) De acordo com o texto, o que significa "apropriação cultural"?

2) A quem se refere a expressão "minorias étnicas"?

3) Explique a expressão destacada no seguinte trecho: "[...] brancos ocidentais roubam elementos culturais de “minorias étnicas”, usando-as de forma indiscriminada e sem respeitar a 'cultura alheia'" (1º parágrafo).

4) A quem a autora denomina "justiceiros sociais"?

5) O que significa a expressão "racismo velado"?

6) O gênero textual deste texto em análise é o mesmo do texto anterior? Justifique e aponte as semelhanças e/ou diferenças.

7) Que argumentos a autora apresenta para afirmar que as críticas direcionadas à jovem mascaram o racismo e a ignorância das pessoas que defendem essas reações?

8) Cite algumas das funções do turbante listadas pela autora.

9) Transcreva, do texto, sinônimos das palavras:
a) explorar:
b) insuficiente:
c) dominação:
d) difícil, cansativo:
e) vestimenta:

10) Qual o significado da palavra "ladainha" na frase: "Se levarmos ao pé da letra a ladainha de “apropriação” cultural, então coisas como calça jeans, aviões, eletricidade, penicilina, [...]" (7º parágrafo)?

Texto 3

Sobre turbantes e a farsa da apropriação cultural
http://www.oreacionario.blog.br/2017/02/sobre-turbantes-e-farsa-da-apropriacao.html


Escrevo tardiamente sobre a questão da moça com câncer que teria sido vítima de tentativa de coerção por parte de uma ativista negra por usar turbante. A moça que é branca teria sido acusada de racismo pela militante, e ainda de apropriação cultural. A história moralizadora que gerou em polêmicas e justificativas patéticas por parte dos defensores do africanismo racialista acabou por jogar nas sombras um ponto muito relevante desta discussão: a tese da apropriação cultural parte de uma premissa falsa, e, portanto, é uma farsa. 

Sim, trata-se de uma farsa. Tratando do termo literal, trata-se tão somente do uso ou adoção de elementos culturais e religiosos de determinado povo por um grupo diferente. É bom contextualizar: não há nada de racista, imperialista ou supremacista aqui. Esse tipo de fenômeno existe desde as primeiras civilizações, e é fruto justamente das interações entre os diversos grupos étnicos, tribais e nacionais. Mesmo antes das grandes navegações, já havia intensa troca cultural entre os povos. Na ordem espontânea da humanidade, a apropriação cultural é traço corriqueiro da própria humanidade. 

Mas isso não explica a suposta polêmica. Para os ideólogos de várias correntes do movimento negro, há um processo racista que pretende se apropriar de símbolos e de legados afro. Roubo puro e simples de algo que deveria pertencer a nós (falo aqui como negro). Outros tratam o caso como desrespeito, já que os antepassados negros sofreram os horrores do colonialismo e escravidão, e que isso é esquecido pelos negros. Há alguns que vão ainda mais longe: o processo de apropriação cultural teria a finalidade de "resignificar" símbolos de acordo com uma ótica privilegiada, além de calar as minorias ao usar os símbolos sem mencioná-las? Não entendeu? Não é para entender, já que isso não tem qualquer lastro na realidade. 

Em resumo, pessoas não deveriam se apropriar de bens produzidos por outras culturas. Brancos não devem utilizar dreadloks, tranças, turbantes e estampas africanas. É aí que o fascismo toma os primeiros contornos: as publicações militantes (principalmente as que são ligadas ao feminismo negro), passam a espalhar um discurso de ódio contra quem comete esta infração. Aos poucos, os que bebem nestas fontes de água podre começam a agir como justiceiros. O caso da moça do turbante não é o único.[...]

Para entender mais a farsa, observem o padrão: 

Quando se fala em apropriação, ela só existe quando o branco se apropria de algo. Negros podem ternos, dirigir automóveis, poltronas, couro, cardigãs e o que quiserem. Até mesmo pintar os cabelos de loiro. Só é apropriação quando o "opressor" se rende aos gostos dos "oprimidos". 

A suposta apropriação indevida serve para que fascistas apontem o dedo, espreitem pessoas e façam ameaças veladas. Seja contra um jovem americano ou uma moça com câncer. 

O uso de símbolos culturais não é prova de que o racismo está em declínio ou que avançamos nas questões de igualdade racial (anos atrás, jamais um branco iria querer adotar costumes de negros). Pelo contrário, os justiceiros negros apontam isso como evidência do aprofundamento do racismo. O que não passa de desculpa para pregar justamente o racismo. 

Agora, voltemos ao turbante em questão. É uma história riquíssima. Segundo relatos, a palavra turbante tem origem no persa dulband, que foi "afrancesado" como "turbant". Para os lusófonos, a própria palavra é uma apropriação cultural de franceses e persas. Mas, peraí: o turbante não era africano? Não, isso é mais uma patuscada do movimento negro. O turbante é persa, de acordo com praticamente todos os registros mais antigos. Possivelmente chegou a África por meio de mercadores, assim como se espalhou pela Ásia. Quem pesquisa sobre os turbantes vê que existe uma profusão de variações em lugares distintos como Grécia (Ilha de Creta), Índia, Oriente Médio, Indonésia e Paquistão. Para os africanistas que defendem "as razões religiosas do turbante", seu uso é registrado entre judeus, cristãos ortodoxos de Somália, Etiópia e Eritréia, sikhs da Índia, clérigos islâmicos, sacerdotes de Fiji, tuaregues... os africanos são os que menos utilizam a indumentária em ritos religiosos. Ao que parece, as feminazis africanistas estão se apropriando de um legado persa. 

Vale aprofundar a polêmica: quem fala de "apropriação cultural" geralmente a pratica contra os próprios africanos". Qualquer um que conhece a história da África de fato sabe são povos muito distintos entre si. São mais de cinquenta países e mais de trezentas tribos. Muitas que são rivais históricas. Com o processo de escravidão, a logística do tráfico fez com que negros fossem comercializados de acordo com a geografia: para a região nordeste, iorubas (o Nordeste está mais próximo de Nigéria e Benim geograficamente), enquanto o Sudeste recebeu mais negros de origem banto (estamos mais próximos de Angola e da antiga possessão de Cabinda). Por isso os negros paulistas e mineiros tendem a ter traços diferentes de baianos e maranhenses, por exemplo. Corre o risco de uma feminista africanista estar se apropriando de elementos afro que não correspondem a sua etnia. 

Depois de tudo o que foi dito, fica claro que a intenção dos adeptos desta tese é o simples estelionato intelectual para justificar reivindicações políticas e a imposição de uma espécie de ditadura do oprimido, partindo da premissa de que há uma divida da sociedade para com determinados grupos. Não temos que nos curvar a estes sociopatas. Primeiro, porque eles não conseguem ser unanimidade nem entre os negros. A maioria de nós não comunga destas teses racistas e totalitárias, e vemos a apropriação como sinal de que o racismo vai perdendo espaço (certamente um neonazista não irá usar dreads ou praticar capoeira). Em segundo lugar, destaco que estes justiceiros sociais usam botas, tênis, roupas industrializadas (produtos de origem européia), além de óculos, lençóis, chinelos e sombrinhas (de origens asiáticas e do norte da África). Ah, também devem consumir chá (chinês), comer pizza (tradicionalmente italiana), beber cerveja (origem incerta, há dúvidas entre Egito ou China). Pensando bem, é quase impossível para um cidadão do século XXI não consumir nada que tenha sido pensado por uma outra cultura. Só mesmo as mentes deformadas dos cretinos embusteiros do movimento negro podem conceber algo assim.

*P.S: Alguns argumentam que é fanfic. Pode até ser, mas há casos reais de violência e coerção por parte dos ditos movimentos negros. E se o assunto for fanfic política, meus caros, a extrema-esquerda é pródiga na produção de mentiras. Não tentem nos acusar daquilo que vocês tanto praticam.

1) Em relação à substituição vocabular, análise as afirmações e assinale a alternativa correta:
I - "[...] a tese da apropriação cultural parte de uma premissa falsa, e, portanto, é uma farsa." ( 1º parágrafo) - Se substituirmos o termo destacado por "argumento", o sentido da frase será alterado.
II - "Na ordem espontânea da humanidade, a apropriação cultural é traço corriqueiro da própria humanidade." (2º parágrafo) -  O termo destacado é sinônimo de "comum".
III - "[...] há um processo racista que pretende se apropriar de símbolos e de legados afro." (3º parágrafo) - Poderíamos reescrever esse trecho da seguinte forma, sem alterar o sentido da frase: "há um processo racista que pretende apoderar-se de símbolos e heranças afro".
IV - "Não é para entender, já que isso não tem qualquer lastro na realidade." (3º parágrafo) - O termo destacado pode ser substituído por "fundamento" sem alterar o sentido da frase.
V - "A maioria de nós não comunga destas teses racistas e totalitárias,[...]" (11º parágrafo) - Se usarmos no lugar do termo destacado o termo "concorda", o sentido da frase será o mesmo.

a) Todas estão corretas.
b) Apenas a I está correta.
c) Nenhuma está correta.
d) II, III, IV e V estão corretas.
e) II, III e IV estão incorretas.

2) No texto 2 e 3 há argumentos comuns em relação ao turbante. Que argumentos são esses?

3) A partir da leitura do texto, tomamos conhecimento da descendência étnica do autor. Destaque o trecho onde isso pode ser comprovado.

4) Ele concorda com a crítica feita à jovem, por ela estar usando turbante?

5) Qual é, segundo o autor, a intenção dos adeptos da tese de "apropriação cultural"?

6) A quem se refere o termo "feminazi"? De que palavras ela deriva? Por que foi feita essa relação?

7) Qual é, segundo o texto, a origem do turbante? Que questões ele coloca, a partir dessa origem?

8) Que palavra foi usada no texto para referir-se a religiosos?

9) Reescreva a frase abaixo, substituindo os termos destacados por sinônimos, sem alterar o sentido da mesma.
"Só mesmo as mentes deformadas dos cretinos embusteiros do movimento negro podem conceber algo assim."

10) Qual a conclusão do autor, ao final do texto?

11) Após encerrar o texto, o autor levanta a questão de que alguns afirmam que o fato é "fanfic". Pesquise o significado dessa palavra e explique-a, relacionando-a ao contexto.

12) A partir dos textos lidos e das discussões em aula, produza um texto dissertativo-argumentativo, posicionando-se acerca do tema.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

JOGANDO BOLA NO CÉU (Henrique Schneider) - Atividades para o 7º ano

JOGANDO BOLA NO CÉU
Henrique Schneider

Eles chegaram todos ao mesmo tempo, um pouco surpresos e ainda sem saber ­­­­­­­­­­­­­­________________ e se olhavam entre si e ao redor, também sem saber onde estavam. Aquela luz nova e azulada – o que era tudo aquilo? E também não lembravam muito bem o que tinha acontecido; o pouco que lembravam, não queriam lembrar.
Ficaram todos parados um tempo, acostumando-se àquela luz nova e desconhecida, e meio que se abraçaram _________________ assim era mais fácil de acostumar – qualquer problema que houvesse, se resolveria mais fácil se estivessem todos juntos.
Quando se acostumaram à luz, perceberam que o lugar onde estavam bem poderia servir como campo de futebol. Não que fosse um gramado, nem havia naquele espaço qualquer marcação de cal e nem goleiras ou bandeirinhas de escanteio. .......... era um espação enorme e meio liso, quase plano, semelhante aos campinhos inesquecíveis da infância, onde haviam dado os primeiros chutes ou defendido as primeiras bolas, e era só usar um pouco de imaginação para transformar-se num estádio lotado. Servia, pensaram eles.
............ alguém trouxe bola? - perguntaram. Sim, alguém trouxera (e se não, improvisariam com o que houvesse – os pares de meia, as camisetas, um pedaço de nuvem). 
Mas antes que se escolhessem entre si (tu prá cá, tu prá lá), começaram a aparecer uns outros. E os recém chegados pareciam não acreditar quem aparecia: Euzébio, Escurinho, Fernandão, Nilton Santos, Puskas, Di Stefano, Carlos Alberto Torres, Barbosa, Everaldo, Dener, o Claudio Milar, Kita, Alcides Ghiggia. ............... distante, parecendo que combinavam algo, conversavam o Telê e o Enio Andrade. E num canto, sorriso desajeitado, sem falar nada, .............. já calçando as chuteiras nos pés das pernas tortas, o Garrincha. O Garrincha! – pensaram todos.
“A gente estava esperando vocês para começar o jogo.” – falou alguém, tanto faz quem foi. – “É às brinca, como tem que ser, ................ quem perder paga um sorriso.”
Os recém chegados se olharam todos e pensaram que dava para encarar todos aqueles craques. Até __________ eram mesmo um time completo, pronto para o jogo. Pode ser, responderam eles – rindo. 
E começaram a jogar bola, todos eles. Afinal, é o que ……..... adoram fazer na vida. 


1) Complete os espaços marcados com um traço (_____) com POR QUE, PORQUE, POR QUÊ OU PORQUÊ.

2) Complete os espaços marcados por pontos (..........) com MAIS OU MAS:

3) Segundo o narrador, de que forma seria mais fácil para os jogadores se acostumarem à nova situação?

4) Por que, segundo o narrador os jogadores perceberam que o lugar onde estavam bem poderia servir como campo de futebol?

5) De que forma os jogadores poderiam improvisar uma bola?

6) Observe a frase: “começaram a aparecer uns outros.”(5º parágrafo). Explique, com as suas palavras, quem são esses outros?


7) Indique a que conjugação pertencem os verbos abaixo:
a) “Eles chegaram todos ao mesmo tempo,[...]”

b) “Quando se acostumaram à luz, perceberam que o lugar onde estavam bem poderia servir como campo de futebol.

8) Reescreva a frase, substituindo a locução verbal pela forma verbal simples equivalente:
a) “[...]perceberam que o lugar onde estavam bem poderia servir como campo de futebol.”



POR ESCOLAS BOAS, SEM PARTIDO E SEM RELIGIÃO - Ruth de Aquino - ATIVIDADES PARA O ENSINO MÉDIO

Por escolas boas, sem partido e sem religião - Ruth de Aquino


Escolas, públicas e privadas, deveriam ensinar. O alfabeto primeiro. Depois português, matemática, história, geografia e ciências. Artes e cidadania. Pelos índices alcançados por nossos adolescentes, nem o básico se consegue no Brasil. A educação é tão indigente, as instalações são tão precárias, o bullying é tão violento e o nível dos professores mal remunerados é tão baixo que o debate é desviado para a doutrinação política, religiosa e de gênero.

Não me interessa se aluno pode usar saia, se aluna pode usar shortinho, se tem uniforme ou não. Não gostaria de matricular filhos em escolas que cultivassem uma doutrina – política ou religiosa –, fosse ela qual fosse. A maioria absoluta das famílias brasileiras deseja que o filho não perca aulas, que os professores não faltem, que o ensino prepare para um mercado competitivo. E que as escolas sejam centros de reflexão, e não de formação de soldadinhos de esquerda ou de direita ou de padres e freiras. Sou, como a maioria, contra a imposição de uma ideologia ou de uma fé. A diversidade continua a ser o melhor caminho.

A escola escolhida por meus pais estava longe de ser a ideal – mas os professores eram excelentes. Cursei o antigo primário numa escola militar em Copacabana em que menina também usava gravata e onde os alunos cantavam hinos no início do recreio. Obedecia-se à sineta para voltar à sala de aula. Tive aula de catecismo, com direito a missal – o livrinho católico com ritos e orações. Meninas tinham aula de prendas domésticas, só elas. Enquanto os meninos faziam futebol. Adulta, eu me tornei antimilitarista, agnóstica e uma nulidade em culinária e costura. Deploro a interferência de partidos e igrejas nas escolas. Deploro a discriminação a meninas – e a meninos.

Hoje, vejo os pais no maior dilema ao escolher a escola. Se é longe, não quero. Se tem santo no nome, não quero. Se tem professor comunista ou militar, não quero. Se é rígida demais, não quero. Se é liberal demais, não quero. Drogas, aborto e transexualidade? Não quero esse debate em sala de aula. Ah, quero uma escola bilíngue para meu filho não precisar ficar no Brasil. 

A massa dos pais não tem direito a dilema existencial, político ou religioso. As mães – sempre elas – ficam em filas imensas para tentar matricular suas crianças em qualquer escola pública. Que seja perto de casa ou, no interior do Brasil, a quilômetros de asfalto, mata, terra batida, córregos, rios. Que tenha giz, quadro-negro e ao menos um professor dedicado. Que sirva merenda escolar. Que tenha banheiro e papel higiênico. Que tenha teto e chão. Mãe briga e chora por não ter onde alojar filhos em idade escolar.

No Brasil privilegiado, os pais nunca pensam em matricular seus filhos em escolas públicas. E o motivo é simples. Acham o ensino pior e antiquado, acham as instalações hor-ro-ro-sas e não querem que seus pimpolhos percam o ano letivo por greves de professores e funcionários ou por ocupações de colegas. O Brasil mais culto é um Brasil dividido. Uma minoria vibra com as ocupações de escolas públicas contra a PEC disso e daquilo. Uma parte se entusiasma e se emociona com a jovem Ana Júlia, aos 16 anos mais articulada que 90% de nossos congressistas. Uma outra parte não dá like no discurso de Ana Júlia a favor das ocupações e só deseja que seus filhos passem no Enem. Ninguém quer o adiamento das provas. 

Movimentos estudantis por melhor ensino são legítimos em qualquer lugar do mundo. No Brasil ou na França – país em que quase todo ano alguma escola ou universidade é ocupada por estudantes em protesto –, os governos sempre reagem mal, a polícia abusa na repressão, a falta de diálogo é a tônica do processo, os exageros acontecem de lado a lado. Em Curitiba, o adolescente Lucas Mota, de 16 anos, morreu com uma facada desfechada pelo colega numa escola ocupada. Ana Júlia acusou os deputados de ter “as mãos sujas de sangue”. Precisa voltar a estudar lógica.

O maior desafio do Brasil transcende o combate à desigualdade. Resvala na falta de valores, que deveriam ser passados também pelas famílias. Nossa regra é o desvio de função. Escolas deveriam ensinar. Alunos deveriam estudar. Deputados e senadores não deveriam enforcar dias úteis nem roubar. Vereadores não deveriam aprovar sua própria aposentadoria especial. Prefeitos e seus aliados não deveriam rezar o pai-nosso e transformar Deus em correligionário, como fez o pastor Marcelo Crivella, de mãos dadas com tucanos, no Rio de Janeiro. Hospitais deveriam ter leitos, medicamentos, tomógrafos e ser centros de cura, não centros de humilhação e doença, interditados pela vigilância sanitária. Policiais deveriam garantir a segurança, e não sair matando jovens inocentes. O desvio de função nos deixa sem teto e sem chão.

1) Classifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações referentes ao texto.
(     ) Segundo a autora, os debates acerca da doutrinação política, religiosa e de gênero ajudam a desviar o olhar da sociedade dos baixos índices e péssimos resultados obtidos pela educação, no Brasil.
(     ) Para a autora, o único foco das escolas, públicas ou privadas, deveria ser ensinar conteúdos típicos de português, matemática, história, geografia e ciências, além de artes e cidadania.
(       ) De acordo com o texto, a maioria das famílias opta por escolas que apresentam uma doutrina politica ou religiosa e que sejam bilíngues.
(     ) Conforme a autora, a maioria dos pais optam por escolas que sejam perto de sua casa, que tenham quadro e giz, professores dedicados e merenda escolar, dentre outras coisas.

a) V - V - F - V
b) F - F - F - F
c) V - V - V-  V
d) V - F - V - F
e) F - V - F - V

2) Que problemas são apresentados, no primeiro parágrafo, em relação à educação no Brasil? 
a) Que palavras são usadas para caracterizar:
  • a educação?
  • as instalações?
  • o bullying?
  • o nível dos professores?
3) Explique o que a autora quis dizer com a seguinte frase: "E que as escolas sejam centros de reflexão, e não de formação de soldadinhos de esquerda ou de direita ou de padres e freiras." (2º parágrafo).

4) A partir da leitura do texto, somos informados em que tipo de escola a autora estudou. 
a) Que tipo de educação era ofertada nessa escola?
b) Que ideologia religiosa estava presente?

5) Observe o seguinte trecho: "Adulta, eu me tornei antimilitarista, agnóstica e uma nulidade em culinária e costura." (3º parágrafo). Explique essa afirmação, com base nas informações disponíveis no texto.

6) De que forma é chamado, no texto, o livro católico com ritos e orações?

7) Na frase, "Hoje, vejo pais no maior dilema ao escolher a escola" (4º parágrafo). Que palavra poderia ser usada para substituir o termo destacado, sem alterar o sentido da frase?

8) "No Brasil privilegiado, os pais nunca pensam em matricular seus filhos em escolas públicas." (6º parágrafo). Que "Brasil" é esse? Que motivos levam esses pais a não considerarem essa escolha?


9) Observe o seguinte trecho: "Uma parte se entusiasma e se emociona com a jovem Ana Júlia, aos 16 anos mais articulada que 90% de nossos congressistas." (6º parágrafo). Que crítica está implícita nessa passagem do texto?

10) Qual a opinião da autora em relação aos movimentos estudantis?

11) Considerando que frase verbal é aquela que tem verbo, e frase nominal é a que não tem, transcreva, do texto, 3 frases nominais.

12) Analise as afirmações abaixo e assinale a afirmação correta:
I - "Pelos índices alcançados por nossos adolescentes, nem o básico se consegue no Brasil" (1º parágrafo) - "por" é um verbo de segunda conjugação, uma vez que os verbos terminados em -or pertencem a essa conjugação e "consegue" é um verbo de 3ª conjugação.
II - "Não me interessa se aluno pode usar saia, se aluna pode usar shortinho, se tem uniforme ou não." (2º parágrafo) - os verbos destacados são, respectivamente, de 1ª conjugação (interessar), 3ª conjugação (sair) e 2ª conjugação (poder).
III - "A diversidade continua a ser o melhor caminho." (2º parágrafo) - o verbo "continua" pertence a primeira conjugação, e os verbos "ser" e "melhor" pertencem a segunda.

a) Todas as afirmações estão corretas.
b) Todas as afirmações está incorretas.
c) Apenas a III está correta.
d) Apenas a II está correta.
e) Apenas a I está correta.

12) "Não gostaria de matricular filhos em escolas que cultivassem uma doutrina – política ou religiosa –, fosse ela qual fosse." (2º parágrafo). Dos verbos destacados indique:
a) a conjugação de cada um:
b) o tempo/modo, a pessoa/número em que foram conjugados:

13) Reescreva a frase abaixo, substituindo as locuções verbais pela forma verbal simples equivalente.
a) "Não me interessa se o aluno pode usar saia, se a aluna pode usar shortinho, se tem uniforme ou não." (2º parágrafo)

14) Reescreva as frases abaixo, empregando o verbo no tempo/modo, número/pessoa indicados entre parênteses. Faça as alterações necessárias.
a) "Precisa voltar a estudar lógica."(7º parágrafo). (Futuro do Pretérito - 1ª pessoa do singular)
b) "Ah, quero uma escola bilíngue para meu filho não precisar estudar no Brasil." (4º parágrafo) (Presente do Indicativo - 1ª pessoa no plural)
c) "Cursei o antigo primário numa escola militar [...]" (3º parágrafo) (Pretérito Imperfeito do Indicativo - 3ª pessoa do plural)


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

ALUNOS BRASILEIROS NÃO SABEM ARGUMENTAR, DIZ ESTUDO (Thaís Paiva) - Atividades para o Ensino Médio

Alunos brasileiros não sabem argumentar, diz estudo (Thaís Paiva)
http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/argumentacao-%E2%80%A8ou-reproducao/

Exigidos em vestibulares, provas e concursos, os textos dissertativos-argumentativos costumam ser amplamente trabalhados entre os alunos do Ensino Médio. Afinal, saber expor ideias com clareza e sustentar argumentos são aptidões importantes não só nas salas de aula, mas para a formação de cidadãos atuantes na sociedade.

Os alunos brasileiros, entretanto, estão saindo da escola com dificuldades para argumentar, defender teses e construir pontos de vista. O alerta é da pesquisa “Argumentação, Livro Didático e Discurso Jornalístico, Vozes Que se Cruzam na Disputa pelo Dizer e Silenciar”, da pedagoga Noemi Lemes, tese de mestrado para a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto.

No trabalho, Noemi analisou livros didáticos e redações produzidas por alunos do terceiro ano do Ensino Médio de escolas públicas e constatou que a dificuldade está, em grande parte, ligada ao modo como os materiais de apoio abordam a argumentação, usando quase exclusivamente como exemplos produções da imprensa. “Quase sempre é apresentado um único texto jornalístico sobre determinado assunto, expressando um ponto de vista que os alunos tendem a reproduzir”, explica.

Além disso, os livros didáticos raramente apresentam textos acordes e desacordes que ampliem as visões sobre os temas. Esse discurso em uníssono prejudica o desenvolvimento da autoria e do pensamento crítico, diz a pedagoga. Ela acrescenta: “As redações são curtas e pontuais e, na maioria das vezes, nenhum novo sentido é instaurado. Porém, uma argumentação bem- sucedida é aquela que trabalha com o novo, quando o aluno expressa de forma clara e lógica sua própria perspectiva”.

O ensino da argumentação no Ensino Médio é também tema de estudo da professora Helia Coelho Mello Cunha, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense. Para ela, muitos professores recorrem a técnicas artificiais de organização de texto que não levam o aluno a refletir e a desenvolver posicionamento crítico sobre os assuntos atuais. “Como os alunos poderiam escrever e defender bem suas ideias se a eles não é oferecida a oportunidade de desenvolver habilidades argumentativas na escola? Percebo que os estudantes têm muita dificuldade e, por isso, acabam escrevendo textos puramente informativos”, diz a autora de A Construção da Argumentação no Ensino Médio: um Trabalho Técnico e Retórico.

Já Antonio Suarez Abreu, professor titular da Unesp e docente associado da USP, acredita que os estudantes que têm acesso unicamente ao discurso jornalístico como exemplo de argumentação não ficam prejudicados em sua capacidade, mas limitados, uma vez que esse gênero costuma tratar só de fatos e problemas conjunturais. “Na maioria das vezes, não se trata de os alunos reproduzirem a opinião alheia, mas, sim, o senso comum, disseminado por mídia, escola e família.”

Para o autor de, entre outros livros, A Arte de Argumentar Gerenciando Razão e Emoção, contrapor-se ao senso comum deixa as pessoas inseguras e com medo, inclusive da reprovação no vestibular. “Imagine uma aluna indiana diante de um tema que envolva a juventude e a moda. Se na Índia as mulheres são proibidas de usar calças jeans, você acha que ela ousaria argumentar contra esse costume em uma redação que fosse decidir sua futura vida acadêmica?”, indaga.

Outra questão observada pelos especialistas é a ausência, nas escolas, de embasamento teórico mais profundo. “Nos livros, não encontramos conceitos importantes sobre a Teoria da Argumentação. Não é que os alunos precisem estudar profundamente a Retórica de Aristóteles, mas, pelo menos, deveriam passar por conceitos básicos dela, como hipótese, argumento, auditório e persuasão”, defende Helia. Para ela, é essencial trabalhar o planejamento do texto dissertativo-argumentativo, trazendo a leitura e a análise de escritos do gênero e identificando seus elementos de construção, como a tese defendida, os recursos utilizados para persuadir e a estrutura da redação. Ela ressalva, porém, que “seguir a estrutura é importante, mas ser criativo é fundamental. Atualmente, as redações lembram bolos industrializados”.

Noemi defende ainda que materiais didáticos e professores apresentem outros gêneros além do jornalístico, como os científicos, para embasar os argumentos. “No caso de uma redação na qual o tema é pena de morte, é importante que o livro também contenha textos de leis para que o aluno possa se basear em dados. O professor pode produzir seus próprios escritos ou trazer outros, pois o importante é que ocorra o embate de ideias. Afinal, se só um texto circula no livro didático, o estudante é impelido a ter a mesma opinião”, diz.

Ele sugere mesclar ciência, filosofia e literatura. “O professor pode usar com os alunos, por exemplo, a Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho, que narra a paixão do jovem Alfredo Germont pela cortesã Violetta Valery na Paris de 1848. Que tal o diálogo entre Giorgio Germont, pai de Alfredo, e Violetta, em que ele a convence a abandonar Alfredo, para discutir a construção dos argumentos e sua aceitação segundo os valores da sociedade rigidamente estratificada da época?”, propõe.

Essa preocupação com a reflexão sobre as estratégias de persuasão, as marcas linguísticas e as situações comunicativas vai além da preparação acadêmica dos estudantes. “A argumentação é um conteúdo importante para a vida do cidadão, para ajudá-lo a desempenhar um papel político na sociedade e enxergar as questões que o cercam. Como disse Aristóteles, a retórica é importante porque o justo e o verdadeiro têm mais valor quando diante dos seus opostos”, lembra Noemi.

1) Em relação às ideias expostas no texto, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta.
I - Conforme o texto, expor argumentos com clareza e sustentar um ponto de vista é fundamental apenas para concluir o Ensino Médio. 
II - Conseguir se expressar com clareza, defender uma tese a partir de uma argumentação bem fundamentada são habilidades fundamentais para a vida do cidadão, que pretende desempenhar o seu papel, de forma atuante, na sociedade.
III - Conforme a pedagoga Noemi Lemes, os alunos tendem a reproduzir pontos de vista abordados em materiais de imprensa, uma vez que, na maioria dos casos, os alunos são expostos a um único texto jornalístico sobre determinado fato e são compelidos a escrever a respeito, sem maiores pesquisas ou debates.
IV - Segundo a pedagoga, as produções textuais dos alunos do Ensino Médio, em sua maioria, abordam novas perspectivas e constroem novos sentidos para os temas propostos.
V - De acordo com as afirmações da professora Helia Coelho Mello, os alunos têm dificuldades em escrever textos dissertativos-argumentativos porque as técnicas de de organização textual usadas por muitos professores, impossibilitam a reflexão dos mesmos, levando-os a produzir textos meramente informativos.

a) Apenas a I está correta.
b) Todas estão corretas.
c) Todas estão incorretas.
d) I, III e V estão corretas.
e) II, III e V estão corretas.

2) Observe a seguinte frase: "Além disso, os livros didáticos raramente apresentam textos acordes e desacordes que ampliem as visões sobre os temas." (4º parágrafo). O que seriam textos acordes e desacordes?

3) Qual é a crítica feita pela pedagoga Noemi Lemes em relação à forma como a argumentação é abordada nos materiais didáticos?

4) Observe o seguinte trecho: "[...] mas limitados, uma vez que esse gênero costuma tratar só de fatos e problemas conjunturais." (7º parágrafo). Explique ao que se refere o termo destacado, nesse contexto.

5) Defina "senso comum".

6) Por que, segundo o professor Antonio Juarez Abreu, as pessoas têm medo de se contrapor ao senso comum?

7) No texto, fica claro que os especialistas concordam que os alunos deveriam conhecer alguns conceitos básicos como hipótese, argumento, auditório e persuasão. Pesquise o que significa cada um desses conceitos e explique a importância dos mesmos para a redação de um bom texto.

8) Explique o que vem a ser a tese em um texto dissertativo-argumentativo.

9) Ao que Helia Coelho Mello Cunha compara as redações dos alunos? Por que você acha que ela faz essa comparação?

10) Por que, segundo Helia, seria importante mesclar ciência, filosofia e literatura?

11) Em relação à substituição vocabular, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta.
I - "Sustentar pontos de vista próprios em redações e criar teses são tarefas árduas para os estudantes do Ensino Médio." - o termo destacado pode ser substituído por "complexas", sem alterar o sentido da frase.
II - "Afinal, saber expor ideias com clareza e sustentar argumentos são aptidões importantes não só nas salas de aula [...]" - o termo destacado pode ser substituído por "tarefas", sem alterar o sentido da frase.
III - "Porém, uma argumentação bem-sucedida é aquela que trabalha com o novo, quando o aluno expressa de forma clara e lógica sua própria perspectiva." - podemos substituir o termo destacado por "ponto de vista", sem alterar o sentido da frase.
IV - "[...] pois o importante é que ocorra o embate de ideias. Afinal, se só um texto circula no livro didático, o estudante é impelido a ter a mesma opinião [...]" - os termos destacados são, respectivamente, sinônimos de "conflito" e "obrigação"
V - "Como disse Aristóteles, a retórica é importante porque o justo e o verdadeiro têm mais valor quando diante dos seus opostos [...]" - "retórica" refere-se à oratória.

a) Todas estão corretas.
b) Apenas a II está incorreta.
c) Apenas a III está correta.
d) Nenhuma está correta.
e) I e II estão corretas.

12) Reescreva as frases, substituindo as locuções verbais pela forma verbal simples, equivalente.
a) "[...] os textos dissertativos-argumentativos costumam ser amplamente trabalhados entre os alunos do Ensino Médio."
b) "Os alunos brasileiros, entretanto, estão saindo da escola com dificuldades para argumentar, defender teses e construir pontos de vista."
c) "Como os alunos poderiam escrever e defender bem suas ideias se a eles não é oferecida a oportunidade [...]"
d) "[...] por isso acabam escrevendo textos puramente informativos [...]"
e) "[...] esse gênero costuma tratar só de fatos e problemas conjunturais."

13) Reescreva as orações, empregado o verbo no tempo/modo, pessoa/número indicados entre parênteses. Faça as alterações necessárias.
a) "[...] analisou livros didáticos e redações produzidas por alunos do terceiro ano do Ensino Médio [...]" (Presente do indicativo - 1ª pessoa do singular)
b) "[...] poderiam escrever e defender bem suas ideias [...]" (Futuro do Presente - 1ª pessoa do plural)
c) "[...] acredita que os estudantes que têm acesso unicamente ao discurso jornalístico  [...]" (Pretérito imperfeito do indicativo - 3ª pessoa do plural)
d) "[...] não encontramos conceitos importantes sore a Teoria da Argumentação." (Pretérito Perfeito do Indicativo - 2ª pessoa do singular)
e) "Ele sugere mesclar ciência, filosofia e literatura." (Presente do Indicativo - 1ª pessoa do singular)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

A PEQUENA E A GRANDE CORRUPÇÃO - Ronaldo Pereira de Lima - ATIVIDADES PARA O ENSINO MÉDIO

A pequena e a grande corrupção 
Ronaldo Pereira de Lima 
http://obviousmag.org/ronperlim/2016/a-pequena-e-a-grande-corrupcao.html


Em um de seus livros, Plínio de Arruda Sampaio disse que há dois tipos de corrupção, a grande e a pequena; mas que as duas são igualmente perniciosas e imorais, mas que não podem ser combatidas da mesma maneira.

A grande corrupção, mencionada por Plínio, é a que aparece no estardalhaço midiático envolvendo governos federal, municipal, estadual, distrital, políticos, servidores, particulares e heróis que não são de gibis, mas dos que somente enxergam a corrupção do outro.

Não é objeto deste artigo destacá-la, pois, a grande mídia se encarrega de fazê-la; utilizando-se da opressão publicitária, mexendo com os sentimentos alheios, fazendo muita gente acreditar em meias verdades. Foi assim com Lula, a prisão coercitiva e agora com a pirotecnia do powerpoint de Dallagnol.

Irei, no entanto, me ocupar da pequena corrupção, especificamente aquela que está entrelaçada ao contexto eleitoral, seja em campanhas ou em mandatos. Ela é ignorada pela grande mídia, pelo Judiciário e pelas instituições. Ignorada porque nada se faz de forma efetiva e eficaz para combatê-la.

Eu costumo chamar a pequena corrupção de comércio eleitoral. Ela é a espinha dorsal da grande corrupção, isto é, o que se pratica nos municípios do nosso país, de forma intensa ou não. Ele é caracterizado pela troca de voto por bens tangíveis (espécie de escambo), intangíveis (favores) e pela compra de voto (quando o eleitor prefere em espécie). Em minha escrita costumeiramente denomino esse conjunto de comércio eleitoral. Muitos justificam essa prática alegando que “o erro já vem de Brasília”, esquecendo-se que os que estão em Brasília não são eleitos por si.

É necessário que aqueles que queiram mudança procurem compreender o funcionamento do sistema, deixando de lado as ácidas críticas que para nada servem, e servem: para distanciar cada vez mais o cidadão de exercer os seus direitos políticos e dar espaço para coisas que acontecerem este ano, por exemplo, o dia 17 de abril.

Precisa o eleitor brasileiro fazer uma releitura da forma como o político é eleito. E essa releitura deve ser feita partindo do comércio eleitoral de base. Não é revoltando-se, esquivando-se que a coisa vai mudar. Não é descriminalizar a política, partidos, pessoas que as coisas serão resolvidas.

Precisa acabar com essa mania de enxergar a Política a partir das tribunas, das matérias de jornais, revistas, blogs e outros meios; fazendo dela inimiga da sociedade. É necessário conhecê-la na prática para que não se dê espaço para regimes ditatoriais e fascistas.

A mudança tem que vir da base e a base são os municípios, matrizes de todos os candidatos. E o que é que precisa ser mudado? As pessoas. Estas precisam mudar a forma de escolher. Enquanto essa mudança não acontece, as páginas impressas e online sempre trarão a prática da corrupção para as nossas vidas, expondo como muitos dos eleitos tratam-na com naturalidade e o povo com desdém.

É preciso espalhar uma maneira nova de pensar a política, não a partir do que nos oferece a grande mídia e os seus interesses escusos, mas a partir da realidade de cada município. Enquanto isso não acontece, é ilusão achar que “Todo poder emana do povo”.

1) No primeiro parágrafo, o autor utiliza as palavras "perniciosas e imorais" para caracterizar os dois tipos de corrupção sobre os quais fala. O que essas palavras significam?

2) De quem são esses conceitos de "grande e pequena corrupção" citados no texto?

3) Observe o seguinte trecho do texto: "A grande corrupção, mencionada por Plínio, é a que aparece no estardalhaço midiático  [...]" (2º parágrafo). Explique o que o autor quis dizer com essa frase e ao que se refere a expressão destacada.

4) Observe a seguinte afirmação feita no texto: "[...] e heróis que não são de gibis, mas dos que somente enxergam a corrupção do outro." (2º parágrafo). Levando-se em conta que o autor faz uma crítica em seu texto a atuais acontecimentos políticos vivenciados no Brasil, a quem você acredita que ele se refere quando fala em "heróis"?

5) A partir da leitura do texto, podemos perceber o posicionamento político do autor. Destaque o trecho onde podemos confirmar isso.

6) Qual é o foco principal do texto?

7) Por que, de acordo com o autor, a pequena corrupção é ignorada?

8) O que é e como é caracterizada a pequena corrupção?

9) Qual é, de acordo com o autor, a justificativa para a pequena corrupção?

10) Como, segundo o autor, devemos combater a pequena corrupção? Liste as ações citadas no texto.

11) Quem, de acordo com o autor, deve mudar? Por quê?

12) Na seguinte oração: "[...] não a partir do que nos oferece a grande mídia e os seus interesses escusos [...]" (10º parágrafo), o que significa o termo destacado?

13) Indique a que conjugação pertencem os verbos destacados nas frases abaixo:
a) "Em um de seus livros, Plínio de Arruda Sampaio disse que dois tipos de corrupção: [...]" (1º parágrafo)
b) "A grande corrupção, mencionada por Plínio, é a que aparece no estardalhaço midiático envolvendo governos [...]" (2º parágrafo).
c) "Irei, no entanto, me ocupar da pequena corrupção [...]" (4º parágrafo)

14) Destaque, do texto:
a) uma frase que contenha um verbo no gerúndio:
b) uma frase que contenha um verbo no infinitivo:
c) uma frase que contenha um verbo no particípio:

15) Reescreva as frases abaixo, conjugando o verbo na pessoa solicitada entre parênteses. Faça as alterações necessárias:
a) "Irei, no entanto, me ocupar da pequena corrupção [...]" (4º parágrafo) (1ª pessoa do plural)
b) "Eu costumo chamar a pequena corrupção de comércio eleitoral." (5º parágrafo) (3ª pessoa do plural)
c) "Em minha escrita denomino esse conjunto de comércio eleitoral" (5º parágrafo) (3ª pessoa do singular)
d) "Precisa acabar com essa mania de enxergar a política a partir da tribunas [...]" (1ª pessoa do plural)

16) Empregue o sinal indicativo da crase, quando necessário:
a) Plínio de Arruda Sampaio se refere a dois tipos de corrupção: a grande e a pequena.
b) Em seus textos, Plínio de Arruda Sampaio se refere a corrupção.
c) Lula foi levado a delegacia coercitivamente.
d) A pequena corrupção está relacionada a campanha eleitoral.
e) Muitos justificam a prática do comércio eleitoral devido a cultura do povo.