quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

JOGANDO BOLA NO CÉU (Henrique Schneider) - Atividades para o 7º ano

JOGANDO BOLA NO CÉU
Henrique Schneider

Eles chegaram todos ao mesmo tempo, um pouco surpresos e ainda sem saber ­­­­­­­­­­­­­­________________ e se olhavam entre si e ao redor, também sem saber onde estavam. Aquela luz nova e azulada – o que era tudo aquilo? E também não lembravam muito bem o que tinha acontecido; o pouco que lembravam, não queriam lembrar.
Ficaram todos parados um tempo, acostumando-se àquela luz nova e desconhecida, e meio que se abraçaram _________________ assim era mais fácil de acostumar – qualquer problema que houvesse, se resolveria mais fácil se estivessem todos juntos.
Quando se acostumaram à luz, perceberam que o lugar onde estavam bem poderia servir como campo de futebol. Não que fosse um gramado, nem havia naquele espaço qualquer marcação de cal e nem goleiras ou bandeirinhas de escanteio. .......... era um espação enorme e meio liso, quase plano, semelhante aos campinhos inesquecíveis da infância, onde haviam dado os primeiros chutes ou defendido as primeiras bolas, e era só usar um pouco de imaginação para transformar-se num estádio lotado. Servia, pensaram eles.
............ alguém trouxe bola? - perguntaram. Sim, alguém trouxera (e se não, improvisariam com o que houvesse – os pares de meia, as camisetas, um pedaço de nuvem). 
Mas antes que se escolhessem entre si (tu prá cá, tu prá lá), começaram a aparecer uns outros. E os recém chegados pareciam não acreditar quem aparecia: Euzébio, Escurinho, Fernandão, Nilton Santos, Puskas, Di Stefano, Carlos Alberto Torres, Barbosa, Everaldo, Dener, o Claudio Milar, Kita, Alcides Ghiggia. ............... distante, parecendo que combinavam algo, conversavam o Telê e o Enio Andrade. E num canto, sorriso desajeitado, sem falar nada, .............. já calçando as chuteiras nos pés das pernas tortas, o Garrincha. O Garrincha! – pensaram todos.
“A gente estava esperando vocês para começar o jogo.” – falou alguém, tanto faz quem foi. – “É às brinca, como tem que ser, ................ quem perder paga um sorriso.”
Os recém chegados se olharam todos e pensaram que dava para encarar todos aqueles craques. Até __________ eram mesmo um time completo, pronto para o jogo. Pode ser, responderam eles – rindo. 
E começaram a jogar bola, todos eles. Afinal, é o que ……..... adoram fazer na vida. 


1) Complete os espaços marcados com um traço (_____) com POR QUE, PORQUE, POR QUÊ OU PORQUÊ.

2) Complete os espaços marcados por pontos (..........) com MAIS OU MAS:

3) Segundo o narrador, de que forma seria mais fácil para os jogadores se acostumarem à nova situação?

4) Por que, segundo o narrador os jogadores perceberam que o lugar onde estavam bem poderia servir como campo de futebol?

5) De que forma os jogadores poderiam improvisar uma bola?

6) Observe a frase: “começaram a aparecer uns outros.”(5º parágrafo). Explique, com as suas palavras, quem são esses outros?


7) Indique a que conjugação pertencem os verbos abaixo:
a) “Eles chegaram todos ao mesmo tempo,[...]”

b) “Quando se acostumaram à luz, perceberam que o lugar onde estavam bem poderia servir como campo de futebol.

8) Reescreva a frase, substituindo a locução verbal pela forma verbal simples equivalente:
a) “[...]perceberam que o lugar onde estavam bem poderia servir como campo de futebol.”



POR ESCOLAS BOAS, SEM PARTIDO E SEM RELIGIÃO - Ruth de Aquino - ATIVIDADES PARA O ENSINO MÉDIO

Por escolas boas, sem partido e sem religião - Ruth de Aquino


Escolas, públicas e privadas, deveriam ensinar. O alfabeto primeiro. Depois português, matemática, história, geografia e ciências. Artes e cidadania. Pelos índices alcançados por nossos adolescentes, nem o básico se consegue no Brasil. A educação é tão indigente, as instalações são tão precárias, o bullying é tão violento e o nível dos professores mal remunerados é tão baixo que o debate é desviado para a doutrinação política, religiosa e de gênero.

Não me interessa se aluno pode usar saia, se aluna pode usar shortinho, se tem uniforme ou não. Não gostaria de matricular filhos em escolas que cultivassem uma doutrina – política ou religiosa –, fosse ela qual fosse. A maioria absoluta das famílias brasileiras deseja que o filho não perca aulas, que os professores não faltem, que o ensino prepare para um mercado competitivo. E que as escolas sejam centros de reflexão, e não de formação de soldadinhos de esquerda ou de direita ou de padres e freiras. Sou, como a maioria, contra a imposição de uma ideologia ou de uma fé. A diversidade continua a ser o melhor caminho.

A escola escolhida por meus pais estava longe de ser a ideal – mas os professores eram excelentes. Cursei o antigo primário numa escola militar em Copacabana em que menina também usava gravata e onde os alunos cantavam hinos no início do recreio. Obedecia-se à sineta para voltar à sala de aula. Tive aula de catecismo, com direito a missal – o livrinho católico com ritos e orações. Meninas tinham aula de prendas domésticas, só elas. Enquanto os meninos faziam futebol. Adulta, eu me tornei antimilitarista, agnóstica e uma nulidade em culinária e costura. Deploro a interferência de partidos e igrejas nas escolas. Deploro a discriminação a meninas – e a meninos.

Hoje, vejo os pais no maior dilema ao escolher a escola. Se é longe, não quero. Se tem santo no nome, não quero. Se tem professor comunista ou militar, não quero. Se é rígida demais, não quero. Se é liberal demais, não quero. Drogas, aborto e transexualidade? Não quero esse debate em sala de aula. Ah, quero uma escola bilíngue para meu filho não precisar ficar no Brasil. 

A massa dos pais não tem direito a dilema existencial, político ou religioso. As mães – sempre elas – ficam em filas imensas para tentar matricular suas crianças em qualquer escola pública. Que seja perto de casa ou, no interior do Brasil, a quilômetros de asfalto, mata, terra batida, córregos, rios. Que tenha giz, quadro-negro e ao menos um professor dedicado. Que sirva merenda escolar. Que tenha banheiro e papel higiênico. Que tenha teto e chão. Mãe briga e chora por não ter onde alojar filhos em idade escolar.

No Brasil privilegiado, os pais nunca pensam em matricular seus filhos em escolas públicas. E o motivo é simples. Acham o ensino pior e antiquado, acham as instalações hor-ro-ro-sas e não querem que seus pimpolhos percam o ano letivo por greves de professores e funcionários ou por ocupações de colegas. O Brasil mais culto é um Brasil dividido. Uma minoria vibra com as ocupações de escolas públicas contra a PEC disso e daquilo. Uma parte se entusiasma e se emociona com a jovem Ana Júlia, aos 16 anos mais articulada que 90% de nossos congressistas. Uma outra parte não dá like no discurso de Ana Júlia a favor das ocupações e só deseja que seus filhos passem no Enem. Ninguém quer o adiamento das provas. 

Movimentos estudantis por melhor ensino são legítimos em qualquer lugar do mundo. No Brasil ou na França – país em que quase todo ano alguma escola ou universidade é ocupada por estudantes em protesto –, os governos sempre reagem mal, a polícia abusa na repressão, a falta de diálogo é a tônica do processo, os exageros acontecem de lado a lado. Em Curitiba, o adolescente Lucas Mota, de 16 anos, morreu com uma facada desfechada pelo colega numa escola ocupada. Ana Júlia acusou os deputados de ter “as mãos sujas de sangue”. Precisa voltar a estudar lógica.

O maior desafio do Brasil transcende o combate à desigualdade. Resvala na falta de valores, que deveriam ser passados também pelas famílias. Nossa regra é o desvio de função. Escolas deveriam ensinar. Alunos deveriam estudar. Deputados e senadores não deveriam enforcar dias úteis nem roubar. Vereadores não deveriam aprovar sua própria aposentadoria especial. Prefeitos e seus aliados não deveriam rezar o pai-nosso e transformar Deus em correligionário, como fez o pastor Marcelo Crivella, de mãos dadas com tucanos, no Rio de Janeiro. Hospitais deveriam ter leitos, medicamentos, tomógrafos e ser centros de cura, não centros de humilhação e doença, interditados pela vigilância sanitária. Policiais deveriam garantir a segurança, e não sair matando jovens inocentes. O desvio de função nos deixa sem teto e sem chão.

1) Classifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações referentes ao texto.
(     ) Segundo a autora, os debates acerca da doutrinação política, religiosa e de gênero ajudam a desviar o olhar da sociedade dos baixos índices e péssimos resultados obtidos pela educação, no Brasil.
(     ) Para a autora, o único foco das escolas, públicas ou privadas, deveria ser ensinar conteúdos típicos de português, matemática, história, geografia e ciências, além de artes e cidadania.
(       ) De acordo com o texto, a maioria das famílias opta por escolas que apresentam uma doutrina politica ou religiosa e que sejam bilíngues.
(     ) Conforme a autora, a maioria dos pais optam por escolas que sejam perto de sua casa, que tenham quadro e giz, professores dedicados e merenda escolar, dentre outras coisas.

a) V - V - F - V
b) F - F - F - F
c) V - V - V-  V
d) V - F - V - F
e) F - V - F - V

2) Que problemas são apresentados, no primeiro parágrafo, em relação à educação no Brasil? 
a) Que palavras são usadas para caracterizar:
  • a educação?
  • as instalações?
  • o bullying?
  • o nível dos professores?
3) Explique o que a autora quis dizer com a seguinte frase: "E que as escolas sejam centros de reflexão, e não de formação de soldadinhos de esquerda ou de direita ou de padres e freiras." (2º parágrafo).

4) A partir da leitura do texto, somos informados em que tipo de escola a autora estudou. 
a) Que tipo de educação era ofertada nessa escola?
b) Que ideologia religiosa estava presente?

5) Observe o seguinte trecho: "Adulta, eu me tornei antimilitarista, agnóstica e uma nulidade em culinária e costura." (3º parágrafo). Explique essa afirmação, com base nas informações disponíveis no texto.

6) De que forma é chamado, no texto, o livro católico com ritos e orações?

7) Na frase, "Hoje, vejo pais no maior dilema ao escolher a escola" (4º parágrafo). Que palavra poderia ser usada para substituir o termo destacado, sem alterar o sentido da frase?

8) "No Brasil privilegiado, os pais nunca pensam em matricular seus filhos em escolas públicas." (6º parágrafo). Que "Brasil" é esse? Que motivos levam esses pais a não considerarem essa escolha?


9) Observe o seguinte trecho: "Uma parte se entusiasma e se emociona com a jovem Ana Júlia, aos 16 anos mais articulada que 90% de nossos congressistas." (6º parágrafo). Que crítica está implícita nessa passagem do texto?

10) Qual a opinião da autora em relação aos movimentos estudantis?

11) Considerando que frase verbal é aquela que tem verbo, e frase nominal é a que não tem, transcreva, do texto, 3 frases nominais.

12) Analise as afirmações abaixo e assinale a afirmação correta:
I - "Pelos índices alcançados por nossos adolescentes, nem o básico se consegue no Brasil" (1º parágrafo) - "por" é um verbo de segunda conjugação, uma vez que os verbos terminados em -or pertencem a essa conjugação e "consegue" é um verbo de 3ª conjugação.
II - "Não me interessa se aluno pode usar saia, se aluna pode usar shortinho, se tem uniforme ou não." (2º parágrafo) - os verbos destacados são, respectivamente, de 1ª conjugação (interessar), 3ª conjugação (sair) e 2ª conjugação (poder).
III - "A diversidade continua a ser o melhor caminho." (2º parágrafo) - o verbo "continua" pertence a primeira conjugação, e os verbos "ser" e "melhor" pertencem a segunda.

a) Todas as afirmações estão corretas.
b) Todas as afirmações está incorretas.
c) Apenas a III está correta.
d) Apenas a II está correta.
e) Apenas a I está correta.

12) "Não gostaria de matricular filhos em escolas que cultivassem uma doutrina – política ou religiosa –, fosse ela qual fosse." (2º parágrafo). Dos verbos destacados indique:
a) a conjugação de cada um:
b) o tempo/modo, a pessoa/número em que foram conjugados:

13) Reescreva a frase abaixo, substituindo as locuções verbais pela forma verbal simples equivalente.
a) "Não me interessa se o aluno pode usar saia, se a aluna pode usar shortinho, se tem uniforme ou não." (2º parágrafo)

14) Reescreva as frases abaixo, empregando o verbo no tempo/modo, número/pessoa indicados entre parênteses. Faça as alterações necessárias.
a) "Precisa voltar a estudar lógica."(7º parágrafo). (Futuro do Pretérito - 1ª pessoa do singular)
b) "Ah, quero uma escola bilíngue para meu filho não precisar estudar no Brasil." (4º parágrafo) (Presente do Indicativo - 1ª pessoa no plural)
c) "Cursei o antigo primário numa escola militar [...]" (3º parágrafo) (Pretérito Imperfeito do Indicativo - 3ª pessoa do plural)


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

ALUNOS BRASILEIROS NÃO SABEM ARGUMENTAR, DIZ ESTUDO (Thaís Paiva) - Atividades para o Ensino Médio

Alunos brasileiros não sabem argumentar, diz estudo (Thaís Paiva)
http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/argumentacao-%E2%80%A8ou-reproducao/

Exigidos em vestibulares, provas e concursos, os textos dissertativos-argumentativos costumam ser amplamente trabalhados entre os alunos do Ensino Médio. Afinal, saber expor ideias com clareza e sustentar argumentos são aptidões importantes não só nas salas de aula, mas para a formação de cidadãos atuantes na sociedade.

Os alunos brasileiros, entretanto, estão saindo da escola com dificuldades para argumentar, defender teses e construir pontos de vista. O alerta é da pesquisa “Argumentação, Livro Didático e Discurso Jornalístico, Vozes Que se Cruzam na Disputa pelo Dizer e Silenciar”, da pedagoga Noemi Lemes, tese de mestrado para a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto.

No trabalho, Noemi analisou livros didáticos e redações produzidas por alunos do terceiro ano do Ensino Médio de escolas públicas e constatou que a dificuldade está, em grande parte, ligada ao modo como os materiais de apoio abordam a argumentação, usando quase exclusivamente como exemplos produções da imprensa. “Quase sempre é apresentado um único texto jornalístico sobre determinado assunto, expressando um ponto de vista que os alunos tendem a reproduzir”, explica.

Além disso, os livros didáticos raramente apresentam textos acordes e desacordes que ampliem as visões sobre os temas. Esse discurso em uníssono prejudica o desenvolvimento da autoria e do pensamento crítico, diz a pedagoga. Ela acrescenta: “As redações são curtas e pontuais e, na maioria das vezes, nenhum novo sentido é instaurado. Porém, uma argumentação bem- sucedida é aquela que trabalha com o novo, quando o aluno expressa de forma clara e lógica sua própria perspectiva”.

O ensino da argumentação no Ensino Médio é também tema de estudo da professora Helia Coelho Mello Cunha, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense. Para ela, muitos professores recorrem a técnicas artificiais de organização de texto que não levam o aluno a refletir e a desenvolver posicionamento crítico sobre os assuntos atuais. “Como os alunos poderiam escrever e defender bem suas ideias se a eles não é oferecida a oportunidade de desenvolver habilidades argumentativas na escola? Percebo que os estudantes têm muita dificuldade e, por isso, acabam escrevendo textos puramente informativos”, diz a autora de A Construção da Argumentação no Ensino Médio: um Trabalho Técnico e Retórico.

Já Antonio Suarez Abreu, professor titular da Unesp e docente associado da USP, acredita que os estudantes que têm acesso unicamente ao discurso jornalístico como exemplo de argumentação não ficam prejudicados em sua capacidade, mas limitados, uma vez que esse gênero costuma tratar só de fatos e problemas conjunturais. “Na maioria das vezes, não se trata de os alunos reproduzirem a opinião alheia, mas, sim, o senso comum, disseminado por mídia, escola e família.”

Para o autor de, entre outros livros, A Arte de Argumentar Gerenciando Razão e Emoção, contrapor-se ao senso comum deixa as pessoas inseguras e com medo, inclusive da reprovação no vestibular. “Imagine uma aluna indiana diante de um tema que envolva a juventude e a moda. Se na Índia as mulheres são proibidas de usar calças jeans, você acha que ela ousaria argumentar contra esse costume em uma redação que fosse decidir sua futura vida acadêmica?”, indaga.

Outra questão observada pelos especialistas é a ausência, nas escolas, de embasamento teórico mais profundo. “Nos livros, não encontramos conceitos importantes sobre a Teoria da Argumentação. Não é que os alunos precisem estudar profundamente a Retórica de Aristóteles, mas, pelo menos, deveriam passar por conceitos básicos dela, como hipótese, argumento, auditório e persuasão”, defende Helia. Para ela, é essencial trabalhar o planejamento do texto dissertativo-argumentativo, trazendo a leitura e a análise de escritos do gênero e identificando seus elementos de construção, como a tese defendida, os recursos utilizados para persuadir e a estrutura da redação. Ela ressalva, porém, que “seguir a estrutura é importante, mas ser criativo é fundamental. Atualmente, as redações lembram bolos industrializados”.

Noemi defende ainda que materiais didáticos e professores apresentem outros gêneros além do jornalístico, como os científicos, para embasar os argumentos. “No caso de uma redação na qual o tema é pena de morte, é importante que o livro também contenha textos de leis para que o aluno possa se basear em dados. O professor pode produzir seus próprios escritos ou trazer outros, pois o importante é que ocorra o embate de ideias. Afinal, se só um texto circula no livro didático, o estudante é impelido a ter a mesma opinião”, diz.

Ele sugere mesclar ciência, filosofia e literatura. “O professor pode usar com os alunos, por exemplo, a Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho, que narra a paixão do jovem Alfredo Germont pela cortesã Violetta Valery na Paris de 1848. Que tal o diálogo entre Giorgio Germont, pai de Alfredo, e Violetta, em que ele a convence a abandonar Alfredo, para discutir a construção dos argumentos e sua aceitação segundo os valores da sociedade rigidamente estratificada da época?”, propõe.

Essa preocupação com a reflexão sobre as estratégias de persuasão, as marcas linguísticas e as situações comunicativas vai além da preparação acadêmica dos estudantes. “A argumentação é um conteúdo importante para a vida do cidadão, para ajudá-lo a desempenhar um papel político na sociedade e enxergar as questões que o cercam. Como disse Aristóteles, a retórica é importante porque o justo e o verdadeiro têm mais valor quando diante dos seus opostos”, lembra Noemi.

1) Em relação às ideias expostas no texto, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta.
I - Conforme o texto, expor argumentos com clareza e sustentar um ponto de vista é fundamental apenas para concluir o Ensino Médio. 
II - Conseguir se expressar com clareza, defender uma tese a partir de uma argumentação bem fundamentada são habilidades fundamentais para a vida do cidadão, que pretende desempenhar o seu papel, de forma atuante, na sociedade.
III - Conforme a pedagoga Noemi Lemes, os alunos tendem a reproduzir pontos de vista abordados em materiais de imprensa, uma vez que, na maioria dos casos, os alunos são expostos a um único texto jornalístico sobre determinado fato e são compelidos a escrever a respeito, sem maiores pesquisas ou debates.
IV - Segundo a pedagoga, as produções textuais dos alunos do Ensino Médio, em sua maioria, abordam novas perspectivas e constroem novos sentidos para os temas propostos.
V - De acordo com as afirmações da professora Helia Coelho Mello, os alunos têm dificuldades em escrever textos dissertativos-argumentativos porque as técnicas de de organização textual usadas por muitos professores, impossibilitam a reflexão dos mesmos, levando-os a produzir textos meramente informativos.

a) Apenas a I está correta.
b) Todas estão corretas.
c) Todas estão incorretas.
d) I, III e V estão corretas.
e) II, III e V estão corretas.

2) Observe a seguinte frase: "Além disso, os livros didáticos raramente apresentam textos acordes e desacordes que ampliem as visões sobre os temas." (4º parágrafo). O que seriam textos acordes e desacordes?

3) Qual é a crítica feita pela pedagoga Noemi Lemes em relação à forma como a argumentação é abordada nos materiais didáticos?

4) Observe o seguinte trecho: "[...] mas limitados, uma vez que esse gênero costuma tratar só de fatos e problemas conjunturais." (7º parágrafo). Explique ao que se refere o termo destacado, nesse contexto.

5) Defina "senso comum".

6) Por que, segundo o professor Antonio Juarez Abreu, as pessoas têm medo de se contrapor ao senso comum?

7) No texto, fica claro que os especialistas concordam que os alunos deveriam conhecer alguns conceitos básicos como hipótese, argumento, auditório e persuasão. Pesquise o que significa cada um desses conceitos e explique a importância dos mesmos para a redação de um bom texto.

8) Explique o que vem a ser a tese em um texto dissertativo-argumentativo.

9) Ao que Helia Coelho Mello Cunha compara as redações dos alunos? Por que você acha que ela faz essa comparação?

10) Por que, segundo Helia, seria importante mesclar ciência, filosofia e literatura?

11) Em relação à substituição vocabular, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta.
I - "Sustentar pontos de vista próprios em redações e criar teses são tarefas árduas para os estudantes do Ensino Médio." - o termo destacado pode ser substituído por "complexas", sem alterar o sentido da frase.
II - "Afinal, saber expor ideias com clareza e sustentar argumentos são aptidões importantes não só nas salas de aula [...]" - o termo destacado pode ser substituído por "tarefas", sem alterar o sentido da frase.
III - "Porém, uma argumentação bem-sucedida é aquela que trabalha com o novo, quando o aluno expressa de forma clara e lógica sua própria perspectiva." - podemos substituir o termo destacado por "ponto de vista", sem alterar o sentido da frase.
IV - "[...] pois o importante é que ocorra o embate de ideias. Afinal, se só um texto circula no livro didático, o estudante é impelido a ter a mesma opinião [...]" - os termos destacados são, respectivamente, sinônimos de "conflito" e "obrigação"
V - "Como disse Aristóteles, a retórica é importante porque o justo e o verdadeiro têm mais valor quando diante dos seus opostos [...]" - "retórica" refere-se à oratória.

a) Todas estão corretas.
b) Apenas a II está incorreta.
c) Apenas a III está correta.
d) Nenhuma está correta.
e) I e II estão corretas.

12) Reescreva as frases, substituindo as locuções verbais pela forma verbal simples, equivalente.
a) "[...] os textos dissertativos-argumentativos costumam ser amplamente trabalhados entre os alunos do Ensino Médio."
b) "Os alunos brasileiros, entretanto, estão saindo da escola com dificuldades para argumentar, defender teses e construir pontos de vista."
c) "Como os alunos poderiam escrever e defender bem suas ideias se a eles não é oferecida a oportunidade [...]"
d) "[...] por isso acabam escrevendo textos puramente informativos [...]"
e) "[...] esse gênero costuma tratar só de fatos e problemas conjunturais."

13) Reescreva as orações, empregado o verbo no tempo/modo, pessoa/número indicados entre parênteses. Faça as alterações necessárias.
a) "[...] analisou livros didáticos e redações produzidas por alunos do terceiro ano do Ensino Médio [...]" (Presente do indicativo - 1ª pessoa do singular)
b) "[...] poderiam escrever e defender bem suas ideias [...]" (Futuro do Presente - 1ª pessoa do plural)
c) "[...] acredita que os estudantes que têm acesso unicamente ao discurso jornalístico  [...]" (Pretérito imperfeito do indicativo - 3ª pessoa do plural)
d) "[...] não encontramos conceitos importantes sore a Teoria da Argumentação." (Pretérito Perfeito do Indicativo - 2ª pessoa do singular)
e) "Ele sugere mesclar ciência, filosofia e literatura." (Presente do Indicativo - 1ª pessoa do singular)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

A PEQUENA E A GRANDE CORRUPÇÃO - Ronaldo Pereira de Lima - ATIVIDADES PARA O ENSINO MÉDIO

A pequena e a grande corrupção 
Ronaldo Pereira de Lima 
http://obviousmag.org/ronperlim/2016/a-pequena-e-a-grande-corrupcao.html


Em um de seus livros, Plínio de Arruda Sampaio disse que há dois tipos de corrupção, a grande e a pequena; mas que as duas são igualmente perniciosas e imorais, mas que não podem ser combatidas da mesma maneira.

A grande corrupção, mencionada por Plínio, é a que aparece no estardalhaço midiático envolvendo governos federal, municipal, estadual, distrital, políticos, servidores, particulares e heróis que não são de gibis, mas dos que somente enxergam a corrupção do outro.

Não é objeto deste artigo destacá-la, pois, a grande mídia se encarrega de fazê-la; utilizando-se da opressão publicitária, mexendo com os sentimentos alheios, fazendo muita gente acreditar em meias verdades. Foi assim com Lula, a prisão coercitiva e agora com a pirotecnia do powerpoint de Dallagnol.

Irei, no entanto, me ocupar da pequena corrupção, especificamente aquela que está entrelaçada ao contexto eleitoral, seja em campanhas ou em mandatos. Ela é ignorada pela grande mídia, pelo Judiciário e pelas instituições. Ignorada porque nada se faz de forma efetiva e eficaz para combatê-la.

Eu costumo chamar a pequena corrupção de comércio eleitoral. Ela é a espinha dorsal da grande corrupção, isto é, o que se pratica nos municípios do nosso país, de forma intensa ou não. Ele é caracterizado pela troca de voto por bens tangíveis (espécie de escambo), intangíveis (favores) e pela compra de voto (quando o eleitor prefere em espécie). Em minha escrita costumeiramente denomino esse conjunto de comércio eleitoral. Muitos justificam essa prática alegando que “o erro já vem de Brasília”, esquecendo-se que os que estão em Brasília não são eleitos por si.

É necessário que aqueles que queiram mudança procurem compreender o funcionamento do sistema, deixando de lado as ácidas críticas que para nada servem, e servem: para distanciar cada vez mais o cidadão de exercer os seus direitos políticos e dar espaço para coisas que acontecerem este ano, por exemplo, o dia 17 de abril.

Precisa o eleitor brasileiro fazer uma releitura da forma como o político é eleito. E essa releitura deve ser feita partindo do comércio eleitoral de base. Não é revoltando-se, esquivando-se que a coisa vai mudar. Não é descriminalizar a política, partidos, pessoas que as coisas serão resolvidas.

Precisa acabar com essa mania de enxergar a Política a partir das tribunas, das matérias de jornais, revistas, blogs e outros meios; fazendo dela inimiga da sociedade. É necessário conhecê-la na prática para que não se dê espaço para regimes ditatoriais e fascistas.

A mudança tem que vir da base e a base são os municípios, matrizes de todos os candidatos. E o que é que precisa ser mudado? As pessoas. Estas precisam mudar a forma de escolher. Enquanto essa mudança não acontece, as páginas impressas e online sempre trarão a prática da corrupção para as nossas vidas, expondo como muitos dos eleitos tratam-na com naturalidade e o povo com desdém.

É preciso espalhar uma maneira nova de pensar a política, não a partir do que nos oferece a grande mídia e os seus interesses escusos, mas a partir da realidade de cada município. Enquanto isso não acontece, é ilusão achar que “Todo poder emana do povo”.

1) No primeiro parágrafo, o autor utiliza as palavras "perniciosas e imorais" para caracterizar os dois tipos de corrupção sobre os quais fala. O que essas palavras significam?

2) De quem são esses conceitos de "grande e pequena corrupção" citados no texto?

3) Observe o seguinte trecho do texto: "A grande corrupção, mencionada por Plínio, é a que aparece no estardalhaço midiático  [...]" (2º parágrafo). Explique o que o autor quis dizer com essa frase e ao que se refere a expressão destacada.

4) Observe a seguinte afirmação feita no texto: "[...] e heróis que não são de gibis, mas dos que somente enxergam a corrupção do outro." (2º parágrafo). Levando-se em conta que o autor faz uma crítica em seu texto a atuais acontecimentos políticos vivenciados no Brasil, a quem você acredita que ele se refere quando fala em "heróis"?

5) A partir da leitura do texto, podemos perceber o posicionamento político do autor. Destaque o trecho onde podemos confirmar isso.

6) Qual é o foco principal do texto?

7) Por que, de acordo com o autor, a pequena corrupção é ignorada?

8) O que é e como é caracterizada a pequena corrupção?

9) Qual é, de acordo com o autor, a justificativa para a pequena corrupção?

10) Como, segundo o autor, devemos combater a pequena corrupção? Liste as ações citadas no texto.

11) Quem, de acordo com o autor, deve mudar? Por quê?

12) Na seguinte oração: "[...] não a partir do que nos oferece a grande mídia e os seus interesses escusos [...]" (10º parágrafo), o que significa o termo destacado?

13) Indique a que conjugação pertencem os verbos destacados nas frases abaixo:
a) "Em um de seus livros, Plínio de Arruda Sampaio disse que dois tipos de corrupção: [...]" (1º parágrafo)
b) "A grande corrupção, mencionada por Plínio, é a que aparece no estardalhaço midiático envolvendo governos [...]" (2º parágrafo).
c) "Irei, no entanto, me ocupar da pequena corrupção [...]" (4º parágrafo)

14) Destaque, do texto:
a) uma frase que contenha um verbo no gerúndio:
b) uma frase que contenha um verbo no infinitivo:
c) uma frase que contenha um verbo no particípio:

15) Reescreva as frases abaixo, conjugando o verbo na pessoa solicitada entre parênteses. Faça as alterações necessárias:
a) "Irei, no entanto, me ocupar da pequena corrupção [...]" (4º parágrafo) (1ª pessoa do plural)
b) "Eu costumo chamar a pequena corrupção de comércio eleitoral." (5º parágrafo) (3ª pessoa do plural)
c) "Em minha escrita denomino esse conjunto de comércio eleitoral" (5º parágrafo) (3ª pessoa do singular)
d) "Precisa acabar com essa mania de enxergar a política a partir da tribunas [...]" (1ª pessoa do plural)

16) Empregue o sinal indicativo da crase, quando necessário:
a) Plínio de Arruda Sampaio se refere a dois tipos de corrupção: a grande e a pequena.
b) Em seus textos, Plínio de Arruda Sampaio se refere a corrupção.
c) Lula foi levado a delegacia coercitivamente.
d) A pequena corrupção está relacionada a campanha eleitoral.
e) Muitos justificam a prática do comércio eleitoral devido a cultura do povo.



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

#SOMOSTODOSIGNORANTES: A HASHTAG DO BRASIL NAS REDES SOCIAIS - Bruno Ferrari - Atividades Ensino Médio


Passamos a nos sentir à vontade para escrever absurdos nas redes sociais que jamais ousaríamos falar numa praça pública – e o horizonte não parece promissor

BRUNO FERRARI
10/08/2016 - 20h02 - Atualizado 11/08/2016 10h42



1 “O senhor Walker é o típico homem comum. Considerado um bom cidadão e de inteligência razoável. Um homem gentil, amável, pontual e honesto. Mas, por trás de um computador ou smartphone, acontece um fenômeno estranho: o senhor Walker se deixa levar pela forte sensação de poder. Sua personalidade muda completamente. De repente, ele se transforma em um monstro incontrolável e diabólico. O senhor Walker é agora o senhor Wheeler – o comentarista de redes sociais.”

2 O texto lhe soa familiar? Tirei da animação Motor mania, estrelada pelo Pateta, produzida pela Disney em 1950. Do original, apenas substituí a palavra “volante” por “computador” e “smartphone" e “motorista” por “comentarista das redes sociais”. No Brasil, o vídeo de seis minutos foi traduzido como Senhor volante (ou Pateta no volante) e é reproduzido ainda hoje em centros de formação de condutores. Serve para mostrar como as pessoas não devem se comportar no trânsito. Poderia servir para mostrar como as pessoas não deveriam se comportar nas redes sociais.

3 Em pouco mais de seis anos, o Brasil virou de ponta-cabeça. Terminamos a década de 2000 com um cenário promissor, a economia em ascensão e grande expectativa para realizar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada. Hoje, por todos os motivos conhecidos, temos um cenário oposto e as redes sociais acabam refletindo esse duplo twist carpado em curso no país. Entramos na era da grosseria, da intolerância, marcada por uma horda de senhores Wheelers que invade portais e páginas no Facebook destilando o discurso do ódio, o racismo, a homofobia, a misoginia e a xenofobia. Curiosamente, quando estão longe dos meios digitais, muitos se portam como Walkers: bons cidadãos e de inteligência razoável.

4 A judoca Rafaela Silva é um exemplo desse comportamento. Em 2012, ao ser eliminada dos jogos de Londres, foi xingada de macaca e ofendida à exaustão nas redes sociais. Quatro anos depois, com a conquista do ouro, virou heroína nacional. Não duvido de que muitos Wheelers de 2012, insatisfeitos com a derrota, tornaram-se Walkers em 2016, depois da vitória. Pelo menos até descobrirem que Rafaela tem uma namorada que foi fundamental em sua conquista. Wheelers costumam ser fãs da “família tradicional”.

5 Outra vítima da selvageria virtual foi a nadadora Joanna Maranhão, que ficou fora da semifinal dos 200 metros medley por uma diferença de 5 centésimos em relação à última classificada. Joanna, conhecida nas redes sociais por defender ideais “de esquerda” (na falta de um termo mais preciso), foi atacada no Twitter e em sua página no Facebook. “As pessoas não gostarem do meu rendimento é um direito delas. Todo mundo quer que o brasileiro esteja no pódio”, disse em entrevista ao canal SporTV. “Mas desejar que eu seja estuprada, que a minha mãe morra, que um bandido me mate, que eu me afogue, falar que a história da minha infância eu inventei para estar na mídia [Joanna afirma que sofreu abuso quando criança de um antigo treinador]... Acho que isso ultrapassa qualquer limite”, afirmou, prometendo que acionará seus detratores na Justiça.

6 Mesmo aqueles que se sentem à vontade para fazer críticas ao desempenho de atletas devem admitir que ataques assim ultrapassam qualquer limite do aceitável. Uma das alegações mais usadas em sua página no Facebook diz que se Joanna tivesse treinado mais em vez de ficar defendendo o PT nas redes sociais não teria perdido. Não consigo ver sentido em relacionar um posicionamento político com o desempenho de um atleta.

7 Evito usar o termo “linchamento virtual” porque alguns especialistas em violência acreditam que suas consequências são incompatíveis com as de um linchamento real. De fato, a priori ninguém morre por sofrer xingamentos em série no Facebook. Eles podem, sim, servir como estopim para agravar um quadro depressivo que leve ao suicídio ou como incentivo à violência física. Mas, para além de casos extremos, tente imaginar a sensação de alguém que acaba de perder uma das provas mais importantes de sua vida e se vê alvo de milhares de mensagens ofensivas. Tente imaginar a dor que deve ser assistir a desconhecidos recuperando episódios delicados e traumáticos de sua vida como se fossem questões banais.

8 De alguma forma, passamos a nos sentir à vontade para escrever absurdos que jamais ousaríamos falar numa praça pública – e o horizonte não parece promissor. Algumas ações violentas das redes sociais já se refletem no mundo físico, como as agressões físicas e verbais sofridas pela atriz Letícia Sabatella em Curitiba.

9 Usei no texto a primeira pessoa do plural, “nós”, como uma provocação. Quero acreditar que estamos diante de uma minoria barulhenta o suficiente para fazer com que algoritmos nas redes sociais os mostrem como maioria aparente. Mas isso não impede que eu e você, que nos julgamos Walkers, tenhamos nossos lapsos virtuais de Wheelers. Infelizmente, nos trending topics do Twitter em 2016, a hashtag SomosTodosIgnorantes está em destaque.


1) Na obra original, produzida pela Disney, quem era o S. Walker e o Sr. Wheeler?

2) Há, no texto, referência a um movimento da ginástica que consiste em uma pirueta de giro em torno de si, seguido de um mortal duplo. Que movimento é esse? Por que o autor o usa como exemplo para ilustrar a situação que ocorre no país?

3) De que forma são caracterizados, no texto, o Sr. Walker e o Sr. Wheeler? Qual foi a inspiração usada pelo autor para usar esses personagens?

4) No 4º parágrafo, o autor afirma que a judoca Rafaela Silva foi xingada nas redes sociais em 2012, após ser eliminada dos jogos olímpicos de Londres. Em seguida, disse que, este ano, virou heroína nacional. Por que o autor afirma isso? No mesmo parágrafo, o autor afirma: “Wheelers costumam ser fãs da “família tradicional”, qual a relevância disso para o tema discutido no texto?

5) Que palavras, segundo o autor, foram substituídas no exemplo citado e por que houve essa substituição?

6) Por que especialistas em violência não aceitam o uso do termo “linchamento” relacionado aos ataques virtuais?

7) No 3º parágrafo o autor cita: “destilando o discurso do ódio, o racismo, a homofobia, a misoginia e a xenofobia”. Ao que se referem os termos destacados?

8) Transcreva, do texto:
a) 3 exemplos onde o prefixo -IN acrescenta, à palavra, um sentido de negação.
b) 2 exemplos onde o prefixo não acrescenta, à palavra, um sentido de negação.

9) Se substituirmos o termo destacado na frase: “Uma das alegações mais usadas em sua página no Facebook diz que se Joanna tivesse treinado mais em vez de ficar defendendo o PT nas redes sociais não teria perdido.” (6º parágrafo) – por “argumentos”, o número de termos a ser alterado é de:
a) 3                    b) 5                    c) 4                d) 6                   e) 2 

10) Observe a frase: “Todo mundo quer que o brasileiro esteja no pódio” (5º parágrafo). Se reescrevermos a frase substituindo o termo destacado por um pronome pessoal correspondente a 3ª pessoa do singular a redação da frase fica: “Todo mundo quer que ele esteja no pódio”. Reescreva a frase, substituindo o termo destacado pelos pronomes solicitados abaixo. Faça as alterações necessárias.
a) Pronome pessoal reto – 1ª pessoa do plural

b) Pronome pessoal reto – 1ª pessoa do singular: 

11) Observe a frase: “Serve para mostrar como as pessoas não devem se comportar no trânsito. ” (1º parágrafo). Se reescrevermos a frase substituindo o termo destacado por um pronome pessoal correspondente a 3ª pessoa do plural a redação da frase fica: “Serve para mostrar como elas não devem se comportar no trânsito”. Reescreva a frase, substituindo o termo destacado pelos pronomes solicitados abaixo. Faça as alterações necessárias. 
a) Pronome pessoal reto – 1ª pessoa do plural 

b) Pronome pessoal reto – 1ª pessoa do singular:

12) Na frase: “Terminamos a década de 2000 com um cenário promissor, a economia em ascensão e grande expectativa para realizar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada..” (3º parágrafo) foi omitido um pronome:
a) Que pronome é esse e como se classifica?

b) A que pessoa do discurso se refere?


13) Na frase: “Evito usar o termo “linchamento virtual” porque alguns especialistas em violência acreditam que suas consequências são incompatíveis com as de um linchamento real” (7º parágrafo) foi omitido um pronome:
a) Que pronome é esse e como se classifica?

b) A que pessoa do discurso se refere?

14) Reescreva as orações, substituindo os termos destacados pelo pronome adequado:
a) Mesmo aqueles que se sentem à vontade para fazer textos ofensivos [...]
b) [...] servir como estopim para agravar uma doença [...]
c) [...] tente imaginar o problema [...]
d) [...] acaba de perder um dos melhores amigos [...]

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A MALA DE HANA - Karen Levine

A mala de Hana


Toda _____________ havia uma nova restrição. Judeus não podiam frequentar o ____________ de diversões. Nem os _____________ de ___________. Nem os parques públicos. Logo, Hana não podia mais ir ao ________________. Até mesmo o _________ em que esquiavam estava proibido. Suas _______________ - todas gentis - no começo também ficaram tão perplexas quanto Hana com as regras. Ainda se sentavam lado a lado na ___________ e aprontavam ____________ juntas dentro da classe e na hora do _______________.

- Ficaremos juntas para sempre, não importa o que aconteça - prometeu Maria, a melhor amiga de Hana. - Não vamos deixar que ninguém nos diga com quem vamos _________!

Mas, aos poucos, conforme os ________ se passavam, todas as _________ de Hana, inclusive Maria, pararam de visitá-la depois da escola e nos _____________________. [...]

Com cada ___________ perdido e cada  restrição, Hana e George sentiam que seu __________ ficava um pouco menor. Eles estavam __________. Eles estavam tristes. E estavam frustrados.

- O que podemos fazer? - perguntavam aos pais. - Para onde podemos ir?

Mamãe e papai fizeram o seu melhor para __________ as crianças, para ajudá-las a descobrir novas ______________.

- Nós temos ______________ - disse mamãe -, porque temos um grande ______________. Vocês podem brincar de ____________________. Podem balançar nas ______________. Podem inventar jogos. Podem brincar de ____________ nos depósitos. Podem explorar a ____________ secreta. Adivinhar ______________. Sejam gratos  um pelo outro!

Hana e George eram gratos por terem um ao outro e também por brincarem juntos. Mas isso não aliviava a _________________ de não poderem mais fazer o que faziam antes nem ir àqueles _____________ onde costumavam ir. Num lindo dia de _____________________, quando o ___________ brilhava, os dois sentaram no quintal, entediados, brincando com a grama. De repente, Hana começou a chorar.

- Não é justo! - gritou. - Eu odeio isso! Quero que tudo volte a ser como antes!

Arrancou um punhado de __________ e jogou as folhas no ar. Olhou para o _________. Sabia que ele estava tão triste quanto ela.

- Espere aqui - disse ele. - Eu tenho uma ideia. 

Minutos depois, George estava de volta, com um bloco de papel, uma caneta, uma __________ vazia e uma pá.

- Pra que tudo isso? - perguntou Hana.

- Talvez, se escrevermos todas as coisas que estão acontecendo com a  gente, fiquemos mais aliviados.

- Isso é _____________ - respondeu Hana. - Não vai trazer nem o parque nem a diversão de volta. E não trará Maria de volta.

Mas George insistiu. Ele era, no fim das contas, o irmão mais velho, e Hana não tinha nenhuma outra ideia. Então, nas ____________ seguintes, as crianças derramaram sua infelicidade no ____________. George escrevendo e Hana falando. Fizeram listas das coisas que faziam falta e das coisas que os enfureciam. Fizeram listas de todas as coisas que fariam e de todos os lugares para onde iriam quando aqueles tempos terríveis acabassem.

Quando terminaram, George pegou as folhas de papel, enrolou-as num _________, colocou-as dentro da garrafa e fechou-a com uma _____________. Então, os dois andaram até a casa, parando embaixo do balanço duplo. Ali, Hana cavou um grande _____________: seria aquele seu __________________ da tristeza e da frustração. George colocou a garrafa dentro do buraco e Hana cobriu-a de terra. Quando acabaram, o ________________ parecia um pouquinho mais claro e brilhante, pelo menos naquele dia.

(A mala de Hana - Uma história real. São Paulo: Melhoramentos, 2007)

1) Complete adequadamente as lacunas do texto, com as palavras do Banco de Palavras.

Banco de Palavras

primavera                   lago                    jardim              bobagem
fins de semana           passagem             lugares            parque
campos                       ginásio                    sol                 tubo
recreio                     escola                    tristeza            mundo
esconde-esconde            meses                    charadas           rolha 
colegas            brincar                     detetive                 esconderijo
semana       bravos                               grama               buraco
esporte               distrair                         papel                   árvores
amigo              brincadeiras                     horas
travessuras               sorte                  garrafa
amigas               mundo                        irmão

2) Observe a seguinte frase: "Toda semana havia uma nova restrição." (1º parágrafo).
a) O que significa o termo destacado? 
b) Que restrições eram essas?

3) No 1º parágrafo do texto, há referência a um esporte. Que esporte é esse? Como ele é praticado?

4) Observe a seguinte passagem do texto: "Suas amigas - todas gentis - no começo também ficaram tão perplexas quanto Hana com as regras." (1º parágrafo). Reescreva a frase, substituindo o termo destacado por um sinônimo. Faça as alterações necessárias.

5) O texto relata a história de dois irmãos, Hana e George, que viviam na Tchecoslováquia (atual República Checa), durante a Segunda Guerra Mundial. No começo do texto, somos informados que restrições foram impostas aos judeus, quando as tropas alemãs invadiram o país. Com base nisso, responda:
a) Os amigos e colegas de Hana e George também eram judeus? Comprove com um trecho do texto?
b) A melhor amiga de Hana, Maria, fez uma promessa. Que promessa foi essa? Ela foi cumprida? Comprove com um trecho do texto.

6) Por que Hana e George se sentiam bravos, tristes e frustrados?

7) Procure no dicionário o significado do termo "frustrados" e reescreva a frase abaixo, substituindo esse termos por um sinônimo.
"E estavam frustrados." (4º parágrafo)

8) Segundo a mãe das crianças, eles tinham sorte porque tinham um grande jardim. Explique, levando em conta o contexto, por que ela afirma isso.

9) Observe a frase: "Num lindo dia de primavera, quando o sol brilhava, os dois sentaram no quintal, entendiados, brincando com a grama."(8º parágrafo). Procure o significado do termo destacado e reescreva a frase, substituindo-o por um antônimo.

10) Explique, com as suas palavras, a seguinte passagem do texto: "Então, nas horas seguintes, as crianças derramaram sua infelicidade no papel, George escrevendo e Hana falando." (16º parágrafo). 

11) O que as crianças escreveram no papel?

12) Pelo que, Hana e George deveriam ser gratos?

13) Observe a seguinte passagem: "[...] todas as colegas de Hana, inclusive Maria, pararam de visitá-la depois da escola e nos fins de semana." (3º parágrafo). A qual termo o pronome destacado está se referindo?

14) Reescreva as frases abaixo, substituindo as expressões destacadas pelos pronomes adequados.
a) "Mamãe e papai fizeram o seu melhor para distrair as crianças [...]" (5º parágrafo).
b) "Podem inventar jogos." (6º parágrafo).
c) "Adivinhar charadas." (6º parágrafo).
d) "Então, nas horas seguintes, as crianças derramaram sua infelicidade no papel, George escrevendo e Hana falando." (16º parágrafo)."

15) Identifique a que palavras os pronomes destacados nos trechos abaixo se referem:
a) "Quando terminaram, George pegou as folhas de papel, enrolou-as num tubo, colocou-as dentro da garrafa e fechou-a com uma rolha."
b) "George colocou a garrafa dentro do buraco e Hana cobriu-a de terra."